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Acolhidos da Residência Inclusiva do Alphaville iniciam aulas na Vila Olímpica do bairro

Jovens acolhidos na Residência Inclusiva I, equipamento da Secretaria de Assistência Social e Cidadania instalado no bairro Alphaville, iniciaram uma jornada de socialização aliada ao esporte. Nesta semana, através de uma parceria com a Vila Olímpica Bruno Rangel, no mesmo bairro, os assistidos começaram a praticar aulas de hidroginástica e pilates. A iniciativa tem como objetivo promover a reabilitação física e mental, além da inclusão social com a comunidade, e deve incluir outras modalidades.

A Residência Inclusiva, que tem duas unidades em Campos, acolhe jovens com necessidades especiais, autistas, autistas severos e aqueles com transtorno mental que foram abandonados e não têm vínculo familiar. A subsecretária adjunta da SMASC, Grazielle Gonçalves, acompanhou o primeiro dia de aulas, nesta segunda-feira (16), e falou da importância da iniciativa para os assistidos.

“Hoje a gente dá início a essa parceria, que tem um potencial de transformação que poucas pessoas imaginam, porque a sociabilidade das pessoas com deficientes, seja ela física ou intelectual, é limitada. Então, ocupar esse espaço significa pertencer. Eles pertencem a essa comunidade e isso permite que eles desenvolvam questões físicas, motoras e sociais. Junto com a direção da Vila Olímpica, a gente está articulando políticas e garantindo direitos para aqueles que mais precisam”, disse.

Emilia Maria dos Santos, que coordena a Residência Inclusiva do Alphaville, também destacou que as atividades esportivas na Vila Olímpica podem proporcionar diversos benefícios para a saúde dos assistidos, já que os equipamentos são vizinhos, podendo criar laços com a comunidade local.

“A prática esportiva vai ajudar muito em toda parte cognitiva deles. Fora isso, os nossos jovens já se sentem mais participativos dentro da comunidade. O ato da Vila Olímpica ser nossa vizinha ajuda muito porque eles se movimentam, não precisam de transporte e fazem o trajeto a pé. Isso permite que eles conversem com os moradores e se sintam pertencentes ao bairro”, destacou.

“A gente começou com as aulas de hidroginástica e pilates, mas eles estão aptos a participar de todas as outras modalidades, como dança, jiu-jítsu e capoeira. A atividade física é acolhedora, então essa iniciativa vai contribuir muito para o desenvolvimento desses jovens, A gente está de portas abertas para acolher todos eles”, explicou Hewerton Sardinha, coordenador da Vila Olímpica do Alphaville.

Inaugurada em dezembro pelo prefeito Wladimir Garotinho, a Residência Inclusiva do Alphaville tem 11 cômodos, com cinco quartos, três banheiros adaptados, duas salas, cozinha, além de um amplo quintal. O imóvel tem capacidade de acolher 11 pessoas com deficiência, em situação de dependência, prioritariamente beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que não dispõem de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar e/ou que estejam em processo de desinstitucionalização de instituições de longa permanência.

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