Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado nesta sexta-feira (12), a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, realizou nesta quinta-feira (11) a 11ª edição do Seminário Municipal de Combate e Enfretamento ao Trabalho Infantil. O evento, realizado pelo Ações e Estratégias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI), aconteceu no auditório da Prefeitura e reuniu conselheiros tutelares, profissionais da assistência social, educadores, estudantes, representantes de órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
O seminário contou com a presença do secretário municipal de Assistência Social e Cidadania e presidente interino da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ), Rodrigo Carvalho; o assessor especial de Governança Estratégica, Sérgio Cunha, que representou o prefeito Frederico Paes; e a coordenadora estadual do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Letícia Diniz.
Representando o prefeito, Sérgio Cunha ressaltou o protagonismo regional de Campos como um importante município que realiza ações, através das suas secretarias e departamentos, benéficas aos seus munícipes. “O que move esse governo, com seus agentes públicos, é a certeza de que a gente consegue atingir resultados e transformar a sociedade com sensibilidade. O município tem um território desafiador, sendo referência regional. O prefeito Frederico Paes pede para que a gente lembre que está em uma cidade sobre a qual caminhamos com uma história estabelecida, tendo orgulho do que somos. Fazemos e ainda vamos realizar muito em prol da população”.
Com o tema “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, o evento também abrigou a Audiência Pública do AEPETI, com o objetivo de promover a conscientização da sociedade sobre os prejuízos do trabalho infantil, fortalecer as políticas públicas de proteção à infância e discutir caminhões e ações de prevenção e erradicação do trabalho infantil no município.
O secretário Rodrigo Carvalho destacou a importância das ações já realizadas no município ao longo dos últimos anos por meio do AEPETI. “Nos últimos anos, a Assistência Social e as equipes do AEPETI intensificaram as ações de combate ao trabalho infantil em nosso município, percorrendo todas as regiões da nossa cidade com o trabalho de abordagem e conscientização Essa é uma violação de direitos muito grave, que traz muitas consequências e que a gente precisa combater a cada dia”, disse.
A coordenadora estadual do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Letícia Diniz, elogiou o trabalho que vem sendo realizado em Campos, destacando que o município é uma referência estadual no trabalho de combate ao trabalho infantil no estado. “A realidade do trabalho infantil está em todos os territórios do Rio de Janeiro, mas é interessante ver e compreender a realidade em municípios que estão envolvidos e pensando estratégias intersetoriais de combate. A gente vê que essa mesa não está formada apenas por profissionais do Sistema único de Assistência Social, mas também de outras secretarias envolvidas”, ressaltou.
Também participaram a subsecretária da Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e vice-presidente da FMIJ, Aline Giovannini; o secretário Municipal de Qualificação e Emprego, Vinícius Madureira; e a subsecretária de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Célia Maria.
Aline Giovannini falou sobre os riscos do trabalho infantil, enfatizando a responsabilidade do poder público e sociedade no trabalho de erradicação. “Quando a gente fala sobre o trabalho infantil, não é sobre a criança ajudar dentro de casa, mas assumir uma responsabilidade que supera a colaboração doméstica. Quando uma criança deixa de ser criança para assumir a responsabilidade de um adulto, como atividades de trabalho, nós temos que refletir enquanto poder público e sociedade”, enfatizou”.
O AEPETI realiza as abordagens de segunda a segunda em todo território campista. As equipes se dividem entre técnicos, psicólogos e orientadores sociais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Centro Pop. Em áreas já definidas, os profissionais percorrem rotas durante o dia e também à noite.





